terça-feira, maio 16, 2006

Or... valho : .

segunda-feira, maio 15, 2006

A queda de um anjo

Testemunhos da verdade
Tanto vão de mão em mão
Que se perdem com a idade
Porque ninguém nasce ensinado
O que aprendi já está errado
Não acredito no meu passado

É a queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar idade
Perde a razão

Ontem liam evangelhos
Hoje é lei a constituição
Mas que ninguém me dê conselhos
Nunca gostei que a maioria
Organizasse o meu dia a dia
Não acredito em democracia

É a queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar idade
Perde a razão.

A todos os anjos
De todos os sexos
Agarrem as asas ao cair do chão.

Delfins

Que vai ser de mim?

Prometeram-me um futuro
E eu sem querer acreditei,
Comprar a vida sem juros,
Ser dono do Cristo-Rei.
Vou usar jeans e gravata
E um Ferrari amarelo,
Um dia vou ser político
Ou talvez super-modelo.

A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!

E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?

Hoje vi mais um concurso
De estrelas de rock´n roll,
De certezas e proezas,
Sexo, droga e futebol!
À noite na discoteca
Os shots falam verdade,
Afinal para que serviram
Dez anos de Faculdade?

A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!

Dez milhões de sonhadores
E ninguém fala dos seus,
Todos têm telemóvel
Com rede directa a Deus.
Olho os outros no shopping
E vejo-me a mim também,
Sem saber que o conformismo
É sempre o poder de alguém.

A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!

Pedro Abrunhosa

sábado, maio 13, 2006

Tu és poema sabido














Tu és poema sabido
Vida trazida no encanto
Esperteza de relâmpago
Contas soltas no oceano
Espergata de matemático
Resultado acrobático

És a fórmula para amar
Média máxima e intercepção
Real traço geométrico
Gosto linha e subtracção
Peso alma esquema eléctrico
Controlo remoto, carril, Sedução

És a cama feita de novo
Bola batida nas redes
Sal e ovo de Colombo
Banho quente de Arquimedes

Fomos passar no parque
Ofereci-te uma estrela
Rebolamos na avenida
Acabamos bebendo no cais
Rimos, choramos e cantamos
E agora para onde vais?

quarta-feira, maio 10, 2006

De todos os que te olham :.

De todos os que te olham
Alguns te olham de maneira diferente
Não te olham apenas pela beleza
Do teu rosto ou a silhueta do teu corpo.
Alguém repara naquilo
Que de mais belo podes ter
Para além dessas mãos encantadas
Ou esses olhos de diamante.
Alguém deve reparar
Na tua simpatia
e busca-a freneticamente
Sem percepção de que é tua
E é natural
E na tua modéstia, alguém repara?
Humm... Que delícia!
Ver-te de mangas arregaçadas
Pronta para tudo,
Sabes demais e mais queres saber,
Fazes bem e mais sentes que deves fazer.
Até os teus gostos são interessantes,
As escolhas simples que fazes,
Os caminhos que usas para percorrer...
Mas isto, tu também sabes e sentes
Ou precisas saber para sentires:

De todos os que te olham,
alguns te olham de maneira diferente.

quinta-feira, maio 04, 2006

Striptease : .















Morri,
Pousei as minhas mãos nesse varão
Tiro a roupa no caminho que a cada passo alcanço
Enquanto dispo a minha alma

Corri,
Num mergulho me perdi e envolvi na multidão
Essa agua que me cobre o corpo num pranto
É amiga da minha calma

E cedi,
Nessa corda de esforço e arrasto
Fui mais fraco e depressa tropecei

E soltei
Não bastou ter orgulho e honra de estado
Engasguei em esforço cada sapo

Não venci
Todas as flores eram rosas sem rasto
Sem perfume sem denuncia de espinhos

E piquei
Fui julgado na valeta, na penumbra
e jamais serei achado.

terça-feira, maio 02, 2006

! Se pudéssemos prolongar o olhar o que veríamos ?


Sonho :.

Sonho que vou acordar
Com vontade de sonhar
Se o meu sonho te acordar
Estarei a despertar
O desejo de te convidar
Nos meus sonhos realizar
Os teus sonhos em comum.