terça-feira, junho 13, 2006
Surpresa! : .
Enfim anoiteceu
Acenderam-se as luzes
De regresso a casa,
A caixa do correio vazia.
Peguei um copo de leite
Tirei a roupa e pousei-me sobre a cama
Fiquei minutos a olhar o tecto
Branco,
Com a luz do candeeiro reflectida
Olhei para cabeceira
Estendi o braço
E puxei aquele livro
De poemas que te disse que ia ler
Na capa uma imagem de praia
Corpos desnudados
Duas palmeiras
E um por do sol
Já tem uns anos, pela imagem!
Eu já não imagino o paraíso assim.
Tocou o despertador,
Acordei alvoraçado,
Tinha adormecido a ler o livro.
Incrível como o tempo passou!
E eu nem vivi aquelas 4 horas…
Noticias na rádio,
Guerra, impostos a subir
Casos judiciais e futebol.
O computador ficou ligado
A caixa de correio cheia:
Reenviadas, reenviadas,
Publicidade, reenviadas,
Há… Uma piada nunca antes vista!
Tinha de ser do Bush.
È hora de tomar um bom banho
Colocar-me à estrada
Hoje prometo que vai ser um dia diferente
Tal como este texto que não diz nada…
Obrigado por teres lido.
Acenderam-se as luzes
De regresso a casa,
A caixa do correio vazia.
Peguei um copo de leite
Tirei a roupa e pousei-me sobre a cama
Fiquei minutos a olhar o tecto
Branco,
Com a luz do candeeiro reflectida
Olhei para cabeceira
Estendi o braço
E puxei aquele livro
De poemas que te disse que ia ler
Na capa uma imagem de praia
Corpos desnudados
Duas palmeiras
E um por do sol
Já tem uns anos, pela imagem!
Eu já não imagino o paraíso assim.
Tocou o despertador,
Acordei alvoraçado,
Tinha adormecido a ler o livro.
Incrível como o tempo passou!
E eu nem vivi aquelas 4 horas…
Noticias na rádio,
Guerra, impostos a subir
Casos judiciais e futebol.
O computador ficou ligado
A caixa de correio cheia:
Reenviadas, reenviadas,
Publicidade, reenviadas,
Há… Uma piada nunca antes vista!
Tinha de ser do Bush.
È hora de tomar um bom banho
Colocar-me à estrada
Hoje prometo que vai ser um dia diferente
Tal como este texto que não diz nada…
Obrigado por teres lido.
domingo, junho 11, 2006
sexta-feira, junho 09, 2006
Barco para Afurada
Leva homens, poetas
E gente encantada,
Trocam beijos, piropos
Pedaços de nada.
Na margem espera
A pressa do dia,
Ficam presas em terra
As vidas vazias.
Atravessam soldados, amantes,
E velhos distantes
E loucos contentes,
Meninas de lábios cortantes
E olhares provocantes
Seduzem correntes.
Rasga o silêncio da estrada
Rio madrugada,
D’ouro, marfim.
O Barco para a Afurada
Cidade cansada
Tão longe de mim.
Rezam padres discretos, selectos
E amores inquietos
Navegam o rio,
Mulheres de futuro cansado
Murmuram um fado,
Enganam o frio.
Sob a sombra da ponte,
Que é a sombra do mundo,
Cada onda é um canto
De um dia profundo,
E o piloto conduz
Mais do que as gentes que leva,
São os sonhos que estão
Ancorados em terra.
Tocam-se valsas
E roçam as calças
Por entre dois passos de dança,
Despertam amores,
Esquecem-se as dores
Que o desejo ardente não cansa.
E solta-se o mar
A reboque dos sinos,
São os homens que o barco
Faz de novo meninos,
E acordam poemas
Libertos na voz,
Descobrem apenas
Que não estão sós.
Barco que trago no peito,
Meu sonho desfeito,
Espera por mim.
E gente encantada,
Trocam beijos, piropos
Pedaços de nada.
Na margem espera
A pressa do dia,
Ficam presas em terra
As vidas vazias.
Atravessam soldados, amantes,
E velhos distantes
E loucos contentes,
Meninas de lábios cortantes
E olhares provocantes
Seduzem correntes.
Rasga o silêncio da estrada
Rio madrugada,
D’ouro, marfim.
O Barco para a Afurada
Cidade cansada
Tão longe de mim.
Rezam padres discretos, selectos
E amores inquietos
Navegam o rio,
Mulheres de futuro cansado
Murmuram um fado,
Enganam o frio.
Sob a sombra da ponte,
Que é a sombra do mundo,
Cada onda é um canto
De um dia profundo,
E o piloto conduz
Mais do que as gentes que leva,
São os sonhos que estão
Ancorados em terra.
Tocam-se valsas
E roçam as calças
Por entre dois passos de dança,
Despertam amores,
Esquecem-se as dores
Que o desejo ardente não cansa.
E solta-se o mar
A reboque dos sinos,
São os homens que o barco
Faz de novo meninos,
E acordam poemas
Libertos na voz,
Descobrem apenas
Que não estão sós.
Barco que trago no peito,
Meu sonho desfeito,
Espera por mim.
Pedro Abrunhosa
Agarra-me esta noite
"Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim
Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes
Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi (mmmmm)
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui."
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim
Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes
Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi (mmmmm)
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui."
Pedro Abrunhosa
quinta-feira, junho 08, 2006
terça-feira, junho 06, 2006
segunda-feira, junho 05, 2006
Quero : .
Quero ver-te dançar na manhã clara
Quando sol não quiser se esconder do céu
Quero ver-te rodar de braços no ar
Ver o teu vestido cobrir-te como um véu
E se fores a cair quero-te amparar
Escrever na praia: “meu coração é teu”
Quero ver-te apanhar o último comboio
Persegui-lo até ao fim da estação
Quero amanhecer tombado em ti
Sentir o bater do teu coração
E escrever em poema tudo o que vi
E gritar que te amo no meio da multidão.
Quero saber como são os teus pés
Quando danças descalça no areal
Escolher a tua melhor fantasia
Enroscar num samba de Carnaval
E depois beber aquela sangria
Acabar num rodo de atracção fatal.
Quero descer a avenida de encontro a ti
Sacar-te um beijo no número 500
Quero pintar-te nas ruas da cidade
Contornar-te o corpo com mil beijos sedentos
Quero reunir nossos sentimentos
Nossa felicidade
Nossa harmonia
Nosso dia-a-dia...
Quando sol não quiser se esconder do céu
Quero ver-te rodar de braços no ar
Ver o teu vestido cobrir-te como um véu
E se fores a cair quero-te amparar
Escrever na praia: “meu coração é teu”
Quero ver-te apanhar o último comboio
Persegui-lo até ao fim da estação
Quero amanhecer tombado em ti
Sentir o bater do teu coração
E escrever em poema tudo o que vi
E gritar que te amo no meio da multidão.
Quero saber como são os teus pés
Quando danças descalça no areal
Escolher a tua melhor fantasia
Enroscar num samba de Carnaval
E depois beber aquela sangria
Acabar num rodo de atracção fatal.
Quero descer a avenida de encontro a ti
Sacar-te um beijo no número 500
Quero pintar-te nas ruas da cidade
Contornar-te o corpo com mil beijos sedentos
Quero reunir nossos sentimentos
Nossa felicidade
Nossa harmonia
Nosso dia-a-dia...
sábado, junho 03, 2006
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