sábado, fevereiro 03, 2007

Memórias de um beijo

Lembras-me uma marcha de lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p´ra se amar

Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
Quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal

{as memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar}

Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo, ou o espaço
Que é indiferente p´ra poder sonhar

{as memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar}

Quem foi que provocou vontades
E atiçou as tempestades
E amarrou o barco ao cais
Quem foi, que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais

Trovante

terça-feira, janeiro 23, 2007

Agora : .

Agora que recebo nos teus braços
a força que me deixa debruçado
pensando que afinal és
um ombro que dá tudo o que quero.

Agora que defendes o meu ego
e cantas como o sol da manhã
dás-me as tuas mãos e danças
estou no teu olhar...

Embora sem saber se regresso
tudo pode parar o meu caminho
quero-te dizer: és espinha dorsal
tudo o que faço é em torno do teu sal
de lágrimas que demonstram a saudade
de energia que se transformam
e me fazem vencer todos os segundos.

Sinto a toque da tua face
que me envolve na noite que me acolhe
realizo todos os nossos sonhos
e cultivo todos os nossos desejos.

Somos magos num reino que existe
construído só para morarmos
em todos os nossos poemas...

Talvez : . (Comm)

Talvez quando acordamos o amor esteja naquilo que sonhamos.
Talvez o amor esteja nas pequenas conquistas do dia-a-dia.
Talvez o amor seja como um barco sem mar onde navegar e por isso voa para existir…Para ser sempre um barco…

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Tu és perigosa :. (R - ao som de . Trans-Siberian Orchestra - 1812 Overture (Tchaikovsky) )

Tu és perigosa,
Porque tu és honesta.
Tu és perigosa,
Porque não sabes do que és capaz.
Mas se me vires na rua
Lembra-te que te admiro
Os teus passos são certeza
A tua direcção faz parar o ar.
Tu és perigosa,
Porque és humilde.
Tu és perigosa,
Porque sabes perdoar.
E num momento de raiva
Descestes ao mundo
E deitaste-nos a mão
Para nos levantar.
Tu és perigosa,
Porque me adormeceste no outro dia
Tu és perigosa,
E não sabes o quanto dás.
Mas também não queres saber
Porque te faz sentir bem
E no balanço
Eu também quero ser assim
Como tu,
E ensinar alguém
A fazer o bem…

Quero : . (R - ao som de Satriani)

Vejo-te da minha janela
e penso se pudesse voar
tocar-te, embalar-te
como o vento que sentes na face
soltar-te palavras vazias de pressa
mas cheias de sentido
pregando-as ao ouvido
num ritmo destemido.

Digo ao vento que passa
leva estas palavras...
De graça que ela espera
e lavra o caminho
quero colher sorrisos na primavera.

É uma missão de guerreiro, eu sei
mas a guerra da vida a isto me habituou
por isso exijo a um Deus maior
imortalidade no que digo
e na escuridão da noite
uma luz no meu caminho à lua
podes ver assim que estou onde esperas
todas as noites que perdes
e ganhas todas as guerras.

Digo ao vento que passa
levas estas palavras bandidas
são roubadas do meu coração
mas medidas em doses
de tudo o que precisas
para viver assim
mais dias de felicidade.

Jogaram um dia a tua vida
numa roleta de esperança
mas cresceram demónios no teu quintal
numa tempestade chamada destino
e agora é tristeza que tu colhes
mas sei que lutas e mereces ganhar
todos os dias.
Acredito que vencerás
és por quem eu torço na frente
da bancada nessa tua vida magica de quem
sofre e vence.

Digo ao vento que passa
leva estas palavras...
De graça que ela espera
e lavra o caminho
quero colher sorrisos na primavera.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Murmuras : . (R)

Murmuras segredos da noite,
Nos olhos e no toque,
Te sorrio à procura sempre do outro lado de mim
E busco freneticamente o teu sorriso,
A tua atenção.


Sou o farol que desvia o teu olhar
E te guia até ao meu porto de abrigo.


Sou a tua sombra, o teu amante,
A tua costura no peito, o teu amigo.
Sou a cambalhota do trapezista
Que sustêm o teu respirar
Sou o teu sapato gasto,
E hoje vamos dançar?


Procuro-te na poesia
Pedaço de papel quebrado
No bolso da fantasia
Guardei o teu toque
A tua pele, o teu rosto, o teu dourado.
Joguei contigo aquela peça
Dois lançamentos, casa encarnada
Trocamos sinais e acertamos.

Ainda tive tempo de ser o brilho nos teus olhos
Segundos de felicidade que valem uma vida.

Uma mulher só : .

Uma mulher só
Uma mulher com mãos desenhadas da vida
E o encantamento que faz parar
E apreciar
Duma tela saída
E encostada na paisagem
De um lugar
E uma viagem

No outro dia vi-a sorrir,
Hoje vi-a tapar o sorriso
E andava sem destino,
Ou de destino decidida
No rosto fazia-se nua
Para mim disse de cor
Essas marcas de sabor
São as fases da lua.

Apetecia pegar nela
E dizer-lhe como é bela
Abraça-la e possuir
Tudo o que possa sentir
Num descuido singelo
Para que tudo fosse belo
Como a cor do seu cabelo
E tombar adormecido
Tal fosse esse o seu pedido
Com um beijo na face
Feito toque de arte
E deixa-la caída na noite
Feita em pó
Uma mulher só

Se Calhar : .

Se calhar havia uma árvore.
Uma arvore que fazia sombra aos humildes
Dava fruto aos esfomeados
E alegrava os namorados que se encostavam a ela
e debaixo da sua bela folhagem
davam o primeiro beijo
em cima do banco.

Se calhar era uma praça,
de gente que passava
e os vendedores ambulantes
armavam a sua barraca e vendiam os sabores da região.

Se calhar eram sabores que se misturavam com cheiros
e faziam sorrir a bela dama
que os sentiam numa noite de romance,
amor, fantasia e…
intermináveis carinhos.

Se calhar os transeuntes,
os palhaços, a menina das pipocas,
a criança que cavalgava nos ombros de seu pai
e brincava com o martelo que fazia sons,
a banda que se balança na caixa do camião,
os copos cervejas que caiam pelo chão.

Se calhar o rio que fica à esquerda,
a ponte, os barcos, todos os seres vivos,
os sons, os sabores
não viverão o suficiente para recordar aquela noite.

Se calhar, inventaram a cambalhota
para te ver soltar os mais espontâneos e belos sorrisos,

Se calhar criaram os morangos para te ver corar.
Se calhar o teu sabor é mel e amêndoas,
caramelo e chocolate
.