sexta-feira, agosto 08, 2008

Paulo Praça - (Diz) A Verdade

A letra é de Valter Hugo Manha, escreveu-a numa mesa de café, pois é, uma doçura de poesia para consumir ao pequeno almoço. O som, simples e bem encaixado.

Esta historia e outras igualmente interessantes nas conversas do programa radiofonico "Nuno & Nando" (Nuno Markl e Fernando Alvim) na Antena3.

Aqui fica e letra:


"Se te perguntarem por nós, sobre

que coisa fazemos quando estamos

juntos, diz a verdade

que deslocamos os cometas sem

querer, as estrelas para desenhos e

a lua garantindo o amor

diz a verdade sobre a intervenção

na cósmica escolha dos casais,

a obrigação de nos obedecer

não fosse o universo desentender quem

somos e favorecer a separação ou,

pior, o não nos havermos conhecido "

quarta-feira, julho 30, 2008

Wraygunn - She's a Go Go Dancer

Estes so os meus "bons rapazes" da actualidade.

Puxa para cima esta musica e ainda por cima, são de Coimbra.

Para mim dos melhores grupos da actualidade.

O tempo : .

Aonde está aquela mão
Que me salvou e me deu paz
Solto o tempo dessa mão
Ponho tempo andar para traz

No lago deixo de ser,
Vaza-me toda a sensação
no meu sentido ocular
Reina agora o defeito
de quem quer voltar ao mar

O tempo deste labirinto
Vejo terra ao acordar
Rezo sonhos prego tempos
Masco amor, ferro e fogo
Dou-te em parte, vendo todo
E agora sou azar…

sexta-feira, março 21, 2008

Bom dia : .

Uma vontade enorme inspirada neste amanhecer, obriga-me a registar este momento como de poesia se tratasse.

Vejo na TV a Pipi das Meias Altas, não percebo os diálogos (alemão!), mas as cores, as fotografias, o elenco, os animais (o cavalo sarapintado), os cenários, os argumentos (apesar de ser em alemão), fascinam-me por se tratar de pequenas historias fascinantes para os pequenos observadores das coisas simples.

O canal é o ZDF, ainda pesco qualquer coisa do que se vai falando mas... Os miúdos, companheiros de aventura, são loiros e de olhos claros e a Pipi para quem não se lembra é a pequena ruivinha de tranças suspensas para os lados e sempre com roupa curta, verde alface, cheia de remendos e meias coloridas com pequenos elásticos que as prendem à cintura. Neste momento passeiam-se de balão assustando as pessoas da aldeia, também esta parecida sair de um filme de Tim Burton. Uma das companheiras de Pipi, transporta ao ombro o seu inseparável amigo macaquinho, do mais bonito que já vi, sobretudo com aquele fatinho maneirinho.

Em zapping é já a segunda vez que apanho esta serie da Pipi, magnificamente feita entre os anos 70 e 80, a nostalgia toca-me, como se fosse a neve que cai lá fora que deixa tudo em branco, e eu fosse o pinheiro que ficou esquecido plantado no jardim e agora se espanta porque esperava a primavera.

Contrastando, ouço "A Sagração da Primavera" de Igor Stravinski, depois de passar pelo blog Bitaites. A musica leva-me agora o olhar pela janela e reparo nos corvos que se perseguem pela neve, de facto, disputando este cenário único, aonde este ano, pela primeira vez, cai um nevão digno.

Afinal eu esperava a primavera, já estamos em Março (agora março, como no novo acordo ortográfico) mas aceito de coração aberto de ramos perplexos este momento belo e único.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

O mote : .

Ontem passei em Vevey. Para muitas pessoas é um nome que nada diz, para mim diz Natal:

Se o Natal é o sorriso, a alegria, as emoções espontâneas das pessoas e principalmente das crianças. Há uma pessoa que de génio tinha essa grandeza, a grandeza de espalhar esses sentimentos em ciclone. É um ícone da alegria. Sempre de semblante triste, com uma história de vida muito triste, e mesmo após a sua morte foi alvo da barbárie humana quando o seu descanso eterno merecia mesmo isso, um descanso eterno. Ironicamente morreu no dia de Natal.

Vevey foi a terra que Charlie Chaplin (Charlot) escolheu para os seus anos de fim de vida, foi lá que foi sepultado, foi lá que o seu cadáver viria a ser roubado e mais tarde recolhido do lago Léman.

Ao lado de Vevey fica a cidade de Montreux, conhecida pelo Festival de Jazz, pelo Festival do Riso e pela Feira do Natal. Era a cidade eleita de Freddie Mercury. Não sei ao certo aonde termina Montreux e aonde começa Vevey, mas são 2 cidades simples, nas margens do Léman, contornadas pela auto-estrada escavada na montanha e um viaduto que se ergue ao céu, mas disfarçado no verde das encostas e o lago Léman que da outra margem acolhe as montanhas dos Alpes franceses.

Guardo destas cidades principalmente a imagem de duas pessoas que lançam a alegria no próximo.

Hoje a ordem, a ideia, o mote é festejar como eles faziam quando em publico. É a ultima noite do ano. Amanhã é outro dia, outro ano. Amanhã haverá mais razões, certamente, para festejar.

Um feliz 2008 para todos nós.

Não perder o momento de ser feliz…



Charlie Chaplin- Table Ballet




Freddie Mercury

sábado, novembro 24, 2007

Hoje actualizei o som do meu carro:

A minha playlist:

Sensação de liberdade...
Yves Larock : Rise Up
http://www.youtube.com/watch?v=vSvrf84UjFg&feature=related

Ainda se faz aquele rock...
2 x FOB

Fall Out Boy : Thanks for the Mmrs
http://www.youtube.com/watch?v=xWHf_vYZzQ8&feature=related

Fall Out Boy : This Aint a Scene, It's an Arms Race
http://www.youtube.com/watch?v=9FcBnaLjxY4&feature=related

Conheci esta semana na RTPi. Acto louvavel da Paula, pela forma cantada em linguagem gestual. Belo som e boa letra. Não apimbalhem esta dama.
Paula Teixeira : Beijo ao Sol
http://www.youtube.com/watch?v=0ZyXQ5REFnk&feature=related

Porque agarro a madrugada como se fosse uma criança...
Carlos do Carmo : Um homem na Cidade
http://www.youtube.com/watch?v=ETCOYb47j5A

Tinha de ser do melhor que se faz em PT, ja tinha dito...
Daweasel : Mundo Mudos
Jorge Palma : Encosta-te a Mim
Tim e Mariza : Fado do Encontro

A palavra enviada : .

Tenho por habito tratar os meus amigos de Viana, os íntimos está claro, por prostituta, por exemplo. Não sei quando surgiu. O certo é que desde que me lembro tenho um código entre os meus amigos de nos apelidarmos com nomes bizarros. Quando nos corredores da ESTG ouvia o nome pastor ou em uníssono o dizia com os meus amigos para chamar-mos um terceiro, era como um código, que entre nós satisfazia o carinho que imperava no seio do grupo, talude da nossa união. Mais tarde vinha “o prostituta”, que sobretudo com amigos casados, pais e idades respeitosas era uma lufada de alegria quando nos permitia beber deste momento.

O “engrasso-embarassasso” surgiu quando numa conferencia de médicos cardiologistas, da qual eu fazia parte na organização do evento, no meio do auditório junto do projector de slides no silencio da palestra aonde eu estava sentado, recebo pelo auricular uma informação da régie que dizia quem estava ali alguém para falar comigo. Quando passam essa pessoa para o walkie –talkie a frase que ouço é:
- Óh prostituta! – assim, sem contar, alto e bom som, caí na risada, e no auditório instala-se um tsunami de risos, acho que escutaram, ou foi pelo meu ataque de riso. Era o Jaime, o meu mestre, quarentão e bom pai de família. Como quem chama um táxi colocou aquela malta de termos latins forjada a rir impulsivamente. Foi de abraço esse momento.

Esta semana recebi um telefonema pela manhã que não esperava e ao ver de quem, a resposta foi: Óh prostituta! – no gabinete em que a língua falada é o francês julgo que os meu colegas não deram por tal, se deram, paciência, é um grande amigo que eu não ouvia há muito tempo, respondi-lhe com abraço, está longe e não o vejo desde a Páscoa em Zurich, não comemos há muito tempo juntos uma valente picanha com arroz de feijão que a Michelle não gosta, mas que normalmente tinha de comer nem que fosse apenas para a fotografia. O Paulo, que se despede com um beijo no escroto, e eu envio-lhe uns carinhos no clítoris… A vida é assim um palco que devemos actuar como palhaços, rebolar na relva como cachorros na primavera, pintar a macaca com os amigos, fingir que afinal pode o tecto cair-nos em cima, mas o talude da amizade está ali, foi enviada a palavra.