terça-feira, agosto 12, 2008

FRASE SAIDA "DO DIA"

O RECONHECIMENTO é UMA POMBA A OBRAR NA NOSSA TESTA...

CHIçA!

No Incio Era o Verbo : .

Baseado num verso conhecido da Biblia

:.
NO INICIO ERA O VERBO
E AS PALAVRAS AVANçAVAM COMO LOCOMOTIVAS DE ALTA TECNOLOGIA QUE CARREGAVAM VAGOES DE ESPERANçA
CAVAVAM A NEVE NA MONTANHA
ATRAVESSAVAM PONTES E VALES
CIDADES ESTRANHAS E ENTRANHAS NAS SERRAS.

NO INICIO ERA O VERBO GRITADO
TOCADO E DESABAFADO AO OUVIDO AQUEM OLHAVA
INTERPRETAVA E GUARDAVA OU SIMPLESMENTE DESFOLHAVA
SOLTANDO AO VENTO O PENSAMENTO.

NO INICIO ERA O VERBO
DELE NASCEU A NECESSIDADE DE CORRER CONTRA O SOL
ESCONDER NA MADRUGADA A PALAVRA FEITICEIRA
INVENTAR A MUSICA DE CABECEIRA
RISCAR NO TEXTO JOVIAL A MARCA PLASTICA DO CORAçÃO
MAL, TRISTE E OVAL.

NO INCIO GRITAR
DIZER O QUE PRECISAVA DE OUVIR,
E OUVIR COMO DEVIA SENTIR,
E SENTIR COMO DEVIA VIVER

E O VERBO…
O VERBO ADORMECIA NO SOFA DE PIRATA,
NUMA JANGADA DE DONA DE CASA
NUMA PANELA DE TECLAS EM AGUA FRIA, NÃO COZINHADAS.
MAS …
TAL COMO PEIXES SOLTOS NA MARé
SÃO VERBOS DE Fé
SÃO VERDES…
…E A MARé NÃO ENCHIA
O CASTELO NO ARQUIPELAGO
ERA UM REINO ADORMECIDO
SEM VENTO, SEM ASES, SEM COLINAS, SEM PASSEIOS NOCTURNOS, SEM ESCADAS, SEM FEIJÃO MAGICO, SEM ARROZ DOCE, SEM...

…NO INICIO ERA O VERBO
E O VERBO EM BARCO SE TORNOU…

O PASSADO ALUCINA O PRESENTE PROVOCARÁ
O FUTURO NAVEGAR :.


Da Weasel - (No Principio Era) O Verbo

sexta-feira, agosto 08, 2008

Paulo Praça - (Diz) A Verdade

A letra é de Valter Hugo Manha, escreveu-a numa mesa de café, pois é, uma doçura de poesia para consumir ao pequeno almoço. O som, simples e bem encaixado.

Esta historia e outras igualmente interessantes nas conversas do programa radiofonico "Nuno & Nando" (Nuno Markl e Fernando Alvim) na Antena3.

Aqui fica e letra:


"Se te perguntarem por nós, sobre

que coisa fazemos quando estamos

juntos, diz a verdade

que deslocamos os cometas sem

querer, as estrelas para desenhos e

a lua garantindo o amor

diz a verdade sobre a intervenção

na cósmica escolha dos casais,

a obrigação de nos obedecer

não fosse o universo desentender quem

somos e favorecer a separação ou,

pior, o não nos havermos conhecido "

quarta-feira, julho 30, 2008

Wraygunn - She's a Go Go Dancer

Estes so os meus "bons rapazes" da actualidade.

Puxa para cima esta musica e ainda por cima, são de Coimbra.

Para mim dos melhores grupos da actualidade.

O tempo : .

Aonde está aquela mão
Que me salvou e me deu paz
Solto o tempo dessa mão
Ponho tempo andar para traz

No lago deixo de ser,
Vaza-me toda a sensação
no meu sentido ocular
Reina agora o defeito
de quem quer voltar ao mar

O tempo deste labirinto
Vejo terra ao acordar
Rezo sonhos prego tempos
Masco amor, ferro e fogo
Dou-te em parte, vendo todo
E agora sou azar…

sexta-feira, março 21, 2008

Bom dia : .

Uma vontade enorme inspirada neste amanhecer, obriga-me a registar este momento como de poesia se tratasse.

Vejo na TV a Pipi das Meias Altas, não percebo os diálogos (alemão!), mas as cores, as fotografias, o elenco, os animais (o cavalo sarapintado), os cenários, os argumentos (apesar de ser em alemão), fascinam-me por se tratar de pequenas historias fascinantes para os pequenos observadores das coisas simples.

O canal é o ZDF, ainda pesco qualquer coisa do que se vai falando mas... Os miúdos, companheiros de aventura, são loiros e de olhos claros e a Pipi para quem não se lembra é a pequena ruivinha de tranças suspensas para os lados e sempre com roupa curta, verde alface, cheia de remendos e meias coloridas com pequenos elásticos que as prendem à cintura. Neste momento passeiam-se de balão assustando as pessoas da aldeia, também esta parecida sair de um filme de Tim Burton. Uma das companheiras de Pipi, transporta ao ombro o seu inseparável amigo macaquinho, do mais bonito que já vi, sobretudo com aquele fatinho maneirinho.

Em zapping é já a segunda vez que apanho esta serie da Pipi, magnificamente feita entre os anos 70 e 80, a nostalgia toca-me, como se fosse a neve que cai lá fora que deixa tudo em branco, e eu fosse o pinheiro que ficou esquecido plantado no jardim e agora se espanta porque esperava a primavera.

Contrastando, ouço "A Sagração da Primavera" de Igor Stravinski, depois de passar pelo blog Bitaites. A musica leva-me agora o olhar pela janela e reparo nos corvos que se perseguem pela neve, de facto, disputando este cenário único, aonde este ano, pela primeira vez, cai um nevão digno.

Afinal eu esperava a primavera, já estamos em Março (agora março, como no novo acordo ortográfico) mas aceito de coração aberto de ramos perplexos este momento belo e único.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

O mote : .

Ontem passei em Vevey. Para muitas pessoas é um nome que nada diz, para mim diz Natal:

Se o Natal é o sorriso, a alegria, as emoções espontâneas das pessoas e principalmente das crianças. Há uma pessoa que de génio tinha essa grandeza, a grandeza de espalhar esses sentimentos em ciclone. É um ícone da alegria. Sempre de semblante triste, com uma história de vida muito triste, e mesmo após a sua morte foi alvo da barbárie humana quando o seu descanso eterno merecia mesmo isso, um descanso eterno. Ironicamente morreu no dia de Natal.

Vevey foi a terra que Charlie Chaplin (Charlot) escolheu para os seus anos de fim de vida, foi lá que foi sepultado, foi lá que o seu cadáver viria a ser roubado e mais tarde recolhido do lago Léman.

Ao lado de Vevey fica a cidade de Montreux, conhecida pelo Festival de Jazz, pelo Festival do Riso e pela Feira do Natal. Era a cidade eleita de Freddie Mercury. Não sei ao certo aonde termina Montreux e aonde começa Vevey, mas são 2 cidades simples, nas margens do Léman, contornadas pela auto-estrada escavada na montanha e um viaduto que se ergue ao céu, mas disfarçado no verde das encostas e o lago Léman que da outra margem acolhe as montanhas dos Alpes franceses.

Guardo destas cidades principalmente a imagem de duas pessoas que lançam a alegria no próximo.

Hoje a ordem, a ideia, o mote é festejar como eles faziam quando em publico. É a ultima noite do ano. Amanhã é outro dia, outro ano. Amanhã haverá mais razões, certamente, para festejar.

Um feliz 2008 para todos nós.

Não perder o momento de ser feliz…



Charlie Chaplin- Table Ballet




Freddie Mercury