quinta-feira, setembro 20, 2007
Amén à chuva : .
descer a montanha de faróis apagados
guiada pela lua
no mota insegura
antes te figura
agora mais pura
expomos a frase
a força que te arrase
no grito que atrasas e soltas agora
no lado de fora
do meu párabrises
abriu-se o lençol
seguro os cordões
agora os vizinhos
sozinhos
são os aviões.
Caimos no verde
a sombra que te acende
descende
no firme lugar
que haviamos combinado
agora chegar.
No levante do monte
deixamos o monge
largamos as fardas
sonhamos com fadas
regamos plantas
de adrenalina
o vicio
no cio
no rio
na calma
a força
reforça a nossa alma...
Amén
domingo, setembro 09, 2007
Helloween . If I could Fly
Se eu pudesse voar
Sem medo, sem dor
Sem niguém para culpar
Eu vou tentar sozinho
Traçar meu próprio destino
Eu aprendo a libertar minha mente
Agora eu preciso de me encontrar
Mais uma vez
Mais uma vez
Se eu pudesse voar
Como o rei do céu
Não podia tombar nem cair
Eu iria pintar tudo
Se eu pudesse voar
Ver o mundo diante dos meus olhos
Não iria tropeçar nem falhar
Para os céus eu velejo
Se eu pudesse voar
Então, aqui estou eu
Em solidão eu espero
Eu tenho sonhos por dentro
Eu preciso compreender
A minha fé nasceu
Sem medo do desconhecido
Não mais
Não mais
Se eu pudesse voar
Como o rei do céu
Não poderia tombar nem cair
Eu iria pintar tudo
Se eu pudesse voar
Ver o mundo diante dos meus olhos
Não iria tropeçar nem falhar
Eu podia destruir a minha jaula
Se eu pudesse voar
Se eu pudesse, se eu pudesse voar
Se eu pudesse, se eu pudesse voar,
se eu pudesse...Se eu pudesse voar
Como o rei do céu
Não poderia tombar nem cair
Eu iria pintar tudo isso
Se eu pudesse voar
Ver o mundo diante dos meus olhos
Não iria tropeçar nem falhar
Para os céus eu velejo
Se eu pudesse voar
quarta-feira, setembro 05, 2007
Vida animal : .
quinta-feira, agosto 23, 2007
Mundos Mudos . Daweasel
Transcritas em palavras e sonoridade que bate, num vídeo clip que está muito bem produzido. Este é um bom exemplo de boa música criada sempre nesta fábrica de magia que são os Daweasel.
Obrigada Daweasel por mais este tema.
sábado, agosto 18, 2007
O mais importante na minha vida : .
Promete ter uma continuidade muito boa.
Os meus irmãos conseguiram colocar no mundo criaturas magnificas.
São tantos e tão diferentes!
Morro de saudades dessas criaturas a quem chamo nomes completamente bizarros e eles respondem-me na mesma moeda.
A quem adorava dar presentes, dar explicações, atirar para a piscina, fazer as brincadeiras mais infantis que se possa imaginar. Aconchegar, ouvir, animar, ensinar e multar.
O mais curioso, é que estou sempre de bom humor com eles, quando falamos pela net estou sempre a dizer barbaridades, não acontece com mais ninguém. Eles deixam-me assim: tótó.
Sou um tio orgulhoso, tenho uma duzia de sobrinhos lindos, com saúde, simpáticos e educados.
Um deles hoje, disse-me que tinha saudades minhas, no meio de uma conversa que não tinha nada a ver. É arrepiante! É qualquer coisa que não se explica! É para ouvir isto que sempre vivi...
Rasga o dia como uma flecha : .
Com a firmeza de uma arvore secular
Ao olhares para trás verás que uma sombra
Te persegue e te fará recuar.
A vontade é a ignição desse teu passo fidedigno
Por vezes na vida é apenas o que nos resta
A tal atitude. O grito do objectivo.
Dá o passo. E um dia farás a festa.
O teu livro tem tantas páginas
Tu escreves os capítulos a criar
Não sejas uma lata ferrugenta
Que se lamenta de não mudar.
Podes ser uma lata recuperada
Uma nova vida, nova utilidade.
Mas dá o passo, mexe as pernas.
Procura, mesmo em vão, a felicidade.
A vida não tem um mapa, um GPS.
Um destino, se quiseres prever
Mas o teu passo tem de ser dado
Para algo acontecer.
Rasga o dia, faz a vida mudar
Desembaraça-te desse nó
O importante é dares o passo
E não julgues que estás só.
sexta-feira, agosto 17, 2007
sábado, agosto 04, 2007
sábado, julho 14, 2007
O quarto de Santana : excertos - pecados- desvaneios e carros potentes : .
A cama permanecia desfeita, a guitarra encostada na poltrona e pelo chão peças de lingerie sugeriam a direcção do leito confuso de lençóis de seda. Sapatos altos tombados cada um para seu lado, gravata presa na cabeceira da cama, copos de champanhe com batom, e um choro de santa.
Perguntava-me porque uma bíblia se abria naquela secretária, e algumas páginas baloiçavam como que pedindo liberdade ou invés uma caça perfeita em que cada punhado de letras transformadas em palavras que ficam e guiavam o passo seguinte de encontro a algo daquela mulher…
Tatuada e nua, descalça e talvez gelada, com um brilho de santa. Era capaz de lhe dar a mão, e dizer-lhe que a perdoava, mas apenas voltou para levar as chaves do Larborghini de 88. Está com pressa. Está vivo, sabe muito da vida e quase nada do outro lado.
