quarta-feira, janeiro 21, 2009

TIM : Desencontro

Jograis e trovadores

vagabundos de todos os tempos

vocês são os meus parentes

vocês são os meus iguais

não me peçam construções

nem actos úteis, de momento

eu sou um adolescente

e nunca serei adulto

não me peçam sobriedade

nem gestos medidos, cinzentos

eu sou um arlequim

e só me visto de encarnado

como as flores sobre a terra

como as aves, no ceu

eu sou um adolescente

e nunca serei adulto

não me peçam palavra certa

nem honra, para quê ter ilusoes?

nem santo, nem heroi, nem mestre

eu sou um poeta

e só posso dar canções...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

1969-2009 João Aguardela

Sou anónimo e tão somente isso,

mas fui de megafone, afiando a naifa navegando de porto em porto como um qualquer marinheiro. Não quis ficar como os sitiados que se descançam na cabana do pai tomás.

Imaginar quantos pulos dei, quantos abraços partilhei, quando essa vida de marinho sonava a abrir, e quantas vezes aumentei o som quando essa filha de duas mães cantada chocoboca, ou outro parvo estava no meu lugar.

Marcou, e agora outro parvo vai mesmo no seu lugar, porque a obra fica e bem e com ele o autor ...

Coisas simples : . cotovelo no joelho, ceu cinzento no horizonte e afinal a temperatura começa a subir : . porque me apeteceu . : ritmo e humor

As coisas simples, por onde estejam
São os desejos que eu procuro entender e tornar-me maior
A verdade é aquele paradigma que me ocupa o tempo
e o frenético desejo de realizar algo novo,
Mas, acredito que nada mais novo exista
Apenas a transformação
Daquilo que o mundo tem à nossa disposição
Mas agora tombo sobre os verdes campos, e delicio-me com o vento a soprar de levezinho
Algo mais poderoso me deixa ir fluido naquela brisa que acabou de passar
E parto assim sem rumo, de encontro marcado, não sei,
Sem destino, eu sei
Algo nunca visto, algo nunca tentado, por mim
Isto pode ser o sempre ou o nunca
Ser: alguém em algum espaço
Ou ninguém em todo o lado,
Entre as linhas da vida sou uma tragédia,
Sem olhar, sem desgraça para declarar
Mas com motivos para morrer,
Os sentimentos são assim como um irmão que nos dá o braço no precipício, e tenta mas não consegue segurar, é este apenas mais um motivo, um caminho se quiseres, para deixar ir.
O ar cá dentro despega-se da caixa como se fosse de repente fechar para sempre a loja dos sonhos, os desejos que nunca foram vendidos
Em saldos, agora, nestes segundos que restam, mas
Um caminho é um caminho
E um caminho não tem fim….

Apeteceu-me : Pet Shop Boys - Domino Dancing

domingo, novembro 23, 2008

Letra a letra

O nosso maior receio não é o medo de sermos incapazes. O nosso maior receio é o facto de sermos desmedidamente poderosos. Perguntamo-nos quem somos nós para sermos brilhantes, belos, talentosos e poderosos. Na verdade, o que te impede de ser tudo isso? Nascemos para manifestar a glória de Deus que há dentro de nós. Quando deixamos que a nossa luz brilhe, estamos inconscientemente a permitir aos outros que façam o mesmo.

(Marianne Williamson, in “Um regresso ao amor” & também no filme “Letra a letra” & Discurso de Inauguração de Nelson Mandela, 1994)

...e eu tinha de lembrar isto no inicio da semana...

segunda-feira, novembro 17, 2008

Sinais ou Cais da Matinha

Com a falta de criatividade das rádios, estamos nós ao longe na fome de boas noticias, e eu dou por mim nos podcast das rubricas da TSF como alguém que procura uma cama de água para relaxar. O Caís da Matinha, é uma rubrica de Fernando Alves e de Alexandrina Guerreiro, mas é ele que eu conheço e me dá prazer tantas vezes ouvir sem fim e me regalar nas descritivas cenas que ele filma e projeta com palavras. Conheço-o desde Sinais, que me encanta ainda existir, um programa (rubrica) de 5 minutos ou 4 isso não é importante, apenas que as suas palavras valem por um dia e lutam contra uma jornada de stress e ganha sem piedade essa batalha de microbios contra desinfectante.

Amigo Fernando Alves, nestes teus ais, tornaste S. Sebastião na comunicação portuguesa, e hoje ouço o "Vamos provar o caranguejo marciano", pergunto-me se já não terás tu descoberto a forma de viajar telepáticamente e usas a rádio como altifalante para espalhares essa tua forma? Quantos viajarão neste momento? E mais tarde? e amanhã? E depois?

Um forte abraço

quarta-feira, outubro 29, 2008

Pedro Barroso : Bonita

Alguém esqueceu há algum tempo de cantar poesia?
Ser trovador: quem me dera sequer saber cantar, quem me dera ser um trovador e quem me dera também ter escrito este poema.

Hoje sinto-me no entanto preveligiado porque ouvir este senhor, esta musica ou tantas que podia lembrar de um dos ultimos trovadores.

Senhor Trovador: Pedro Barroso



Primeiro foram as mãos
que me disseram
que ali havia gente de verdade
depois fugi-te pelo corpo acima
medi-te na boca a intensidade
senti que ali dentro havia um tigre
naquele repouso
havia movimento
olhei-te e no sol havia pedras

parámos ambos como se parasse o tempo
parámos ambos como se parasse o tempo
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

atrevi-me a mergulhar nos teus cabelos
respirando o espanto que me deras
ali havia força havia fogo havia a memória
que aprenderas senti no corpo todo um arrepio
senti nas veias um fogo esquecido
percebemos num minuto a vida toda

sem nada te dizer ficaste ali comigo
sem nada te dizer ficaste ali comigo
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

falavas de projectos e futuro de coisas banais
frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro vestia nos teus dedos capa e espada queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas
assim pessoas

. : espantoso : .

quinta-feira, outubro 02, 2008

Sexta : .

E num cruzar de dedos
Te vejo a espreitar
E os teus labios vão desenhando um sorriso
Que alcança a linha do horizonte

A tua sapiencia
Inesgotavel
A tua arte, o teu reflexo constante
Relaxo e aperto a tua mão
Vai correr tudo bem
São especialistas
E estarás de volta logo de manhã

Aquela magia que queria tanto ter
Tocar e tudo de mal sair
Mas de copperfiel só tenho o prenom
E muito discutivelmente acreditaria nele
Seria apenas ilusão e agora eu quero a realidade
E que essa realidade extenda a tua vida
Sem avarias
Sem tropelias
Decorada com pompa e circunstancia

Não é pedir muito, apenas que tudo corra normal
E acredito que tudo vai correr bem normal
Porque um tesouro é algo que se pode esconder, perder, roubar
Mas ganhar um tesouro e polir dando-lhe mais valor todos os dias é
Realização


é por isso que aqui vim

quarta-feira, setembro 24, 2008

sexta-feira, setembro 19, 2008

The Verve : Bittersweet Symphony


Sinfonia Agri-doce

Pois, esta é uma sinfonia agri-doce,
Assim como é a vida
Tenta viver de acordo com teus recursos
és um escravo do dinheiro,
depois morres

Vou-te levar pela única estrada em que já estive
Tu conheces aquela que te leva aos lugares
Onde todas as tendências se encontram, sim
Não mudes, eu posso mudar
Eu posso mudar,
Eu posso mudar
Mas eu estou aqui no meu modo
Eu estou aqui no meu molde
Sou um em um milhão de pessoas diferentes
De um dia para outro
Eu não posso mudar o meu molde
Não, não, não, não, não

Bem, eu nunca rezo
Mas esta noite estou ajoelhado, sim
Eu preciso ouvir alguns sons que identifiquem a dor em mim, sim
Eu deixo a melodia brilhar,
deixo-a limpar a minha mente,
sinto-me livre agora

Mas as linhas aéreas estão claras
e não há ninguém a cantar para mim agora
Não mudes, eu posso mudar
Eu posso mudar, eu posso mudar
Mas eu estou aqui no meu molde
Eu estou aqui no meu molde
E eu sou um em um milhão de pessoas diferentes
De um dia para outro
Eu não posso mudar o meu molde
Não, não, não, não, não,
Eu não posso mudar
Eu não posso mudar.

Pois esta é uma sinfonia agri-doce, esta vida
Tenta viver de acordo com os teus recursos
Tente juntar algum dinheiro e depois morres

Levo-te pela única estrada em que já estive
Tu conheces aquela que te leva aos lugares
Aonde todas as coisas se encontram, sim
Tu sabes que eu posso mudar, eu posso mudar
Eu posso mudar,
Eu posso mudar,

Mas eu estou aqui no meu molde
Eu estou aqui no meu molde
E eu sou um em um milhão de pessoas diferentes
De um dia para outro...
Eu não posso mudar o meu molde
Não, não, não, não, não...

Eu não posso mudar o meu molde
Não, não, não, não, não,
Eu não posso mudar
Não posso mudar o meu corpo,
Não, não, não
Levo-te pela única estrada em que já estive
Eu vou levar-te pela única estrada em que já estive
Já estive
...
Tu ja estivestes?
Tu vais estar?

(adoro musicas interrogativas... who's gonna ride your wild worses?)