Acorda e olha o sol
por entre os dedos
quase serrados
e imagina
como o teu dia
vai ser feito
de novidades surpreendentes.
Sente o cheiro
do dia primaveril
que se faz fora
da janela do teu quarto.
Saboreia esse cacho de cerejas
que alguém colheu
na manha de orvalho para ti.
Ouve o chilrear da passarada
que alvoraça
nas poucas hastes verdes
do teu jardim.
Sente a aragem
a acariciar-te o rosto,
o pescoço e as cocegas
que arrepiam as tuas pernas.
Abre os braços e recebe o dia
como uma bênção,
que os teus amigos reuniram
para te oferecer.
Hoje é só mais um dia
de força de vontade
de soltar a energia sentimental
e receber em troca
a energia renovada
nos teus sentimentos.
Bom dia para ti também.
quarta-feira, maio 17, 2006
terça-feira, maio 16, 2006
segunda-feira, maio 15, 2006
A queda de um anjo
Testemunhos da verdade
Tanto vão de mão em mão
Que se perdem com a idade
Porque ninguém nasce ensinado
O que aprendi já está errado
Não acredito no meu passado
É a queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar idade
Perde a razão
Ontem liam evangelhos
Hoje é lei a constituição
Mas que ninguém me dê conselhos
Nunca gostei que a maioria
Organizasse o meu dia a dia
Não acredito em democracia
É a queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar idade
Perde a razão.
A todos os anjos
De todos os sexos
Agarrem as asas ao cair do chão.
Tanto vão de mão em mão
Que se perdem com a idade
Porque ninguém nasce ensinado
O que aprendi já está errado
Não acredito no meu passado
É a queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar idade
Perde a razão
Ontem liam evangelhos
Hoje é lei a constituição
Mas que ninguém me dê conselhos
Nunca gostei que a maioria
Organizasse o meu dia a dia
Não acredito em democracia
É a queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar idade
Perde a razão.
A todos os anjos
De todos os sexos
Agarrem as asas ao cair do chão.
Delfins
Que vai ser de mim?
Prometeram-me um futuro
E eu sem querer acreditei,
Comprar a vida sem juros,
Ser dono do Cristo-Rei.
Vou usar jeans e gravata
E um Ferrari amarelo,
Um dia vou ser político
Ou talvez super-modelo.
A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?
Hoje vi mais um concurso
De estrelas de rock´n roll,
De certezas e proezas,
Sexo, droga e futebol!
À noite na discoteca
Os shots falam verdade,
Afinal para que serviram
Dez anos de Faculdade?
A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
Dez milhões de sonhadores
E ninguém fala dos seus,
Todos têm telemóvel
Com rede directa a Deus.
Olho os outros no shopping
E vejo-me a mim também,
Sem saber que o conformismo
É sempre o poder de alguém.
A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
E eu sem querer acreditei,
Comprar a vida sem juros,
Ser dono do Cristo-Rei.
Vou usar jeans e gravata
E um Ferrari amarelo,
Um dia vou ser político
Ou talvez super-modelo.
A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?
Hoje vi mais um concurso
De estrelas de rock´n roll,
De certezas e proezas,
Sexo, droga e futebol!
À noite na discoteca
Os shots falam verdade,
Afinal para que serviram
Dez anos de Faculdade?
A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
Dez milhões de sonhadores
E ninguém fala dos seus,
Todos têm telemóvel
Com rede directa a Deus.
Olho os outros no shopping
E vejo-me a mim também,
Sem saber que o conformismo
É sempre o poder de alguém.
A vida é um telecomando,
Eu sou o 5º canal,
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
Pedro Abrunhosa
sábado, maio 13, 2006
Tu és poema sabido

Tu és poema sabido
Vida trazida no encanto
Esperteza de relâmpago
Contas soltas no oceano
Espergata de matemático
Resultado acrobático
És a fórmula para amar
Média máxima e intercepção
Real traço geométrico
Gosto linha e subtracção
Peso alma esquema eléctrico
Controlo remoto, carril, Sedução
És a cama feita de novo
Bola batida nas redes
Sal e ovo de Colombo
Banho quente de Arquimedes
Fomos passar no parque
Ofereci-te uma estrela
Rebolamos na avenida
Acabamos bebendo no cais
Rimos, choramos e cantamos
E agora para onde vais?
quinta-feira, maio 11, 2006
quarta-feira, maio 10, 2006
De todos os que te olham :.
De todos os que te olham
Alguns te olham de maneira diferente
Não te olham apenas pela beleza
Do teu rosto ou a silhueta do teu corpo.
Alguém repara naquilo
Que de mais belo podes ter
Para além dessas mãos encantadas
Ou esses olhos de diamante.
Alguém deve reparar
Na tua simpatia
e busca-a freneticamente
Sem percepção de que é tua
E é natural
E na tua modéstia, alguém repara?
Humm... Que delícia!
Ver-te de mangas arregaçadas
Pronta para tudo,
Sabes demais e mais queres saber,
Fazes bem e mais sentes que deves fazer.
Até os teus gostos são interessantes,
As escolhas simples que fazes,
Os caminhos que usas para percorrer...
Mas isto, tu também sabes e sentes
Ou precisas saber para sentires:
De todos os que te olham,
alguns te olham de maneira diferente.
Alguns te olham de maneira diferente
Não te olham apenas pela beleza
Do teu rosto ou a silhueta do teu corpo.
Alguém repara naquilo
Que de mais belo podes ter
Para além dessas mãos encantadas
Ou esses olhos de diamante.
Alguém deve reparar
Na tua simpatia
e busca-a freneticamente
Sem percepção de que é tua
E é natural
E na tua modéstia, alguém repara?
Humm... Que delícia!
Ver-te de mangas arregaçadas
Pronta para tudo,
Sabes demais e mais queres saber,
Fazes bem e mais sentes que deves fazer.
Até os teus gostos são interessantes,
As escolhas simples que fazes,
Os caminhos que usas para percorrer...
Mas isto, tu também sabes e sentes
Ou precisas saber para sentires:
De todos os que te olham,
alguns te olham de maneira diferente.
sábado, maio 06, 2006
quinta-feira, maio 04, 2006
Striptease : .

Morri,
Pousei as minhas mãos nesse varão
Tiro a roupa no caminho que a cada passo alcanço
Enquanto dispo a minha alma
Corri,
Num mergulho me perdi e envolvi na multidão
Essa agua que me cobre o corpo num pranto
É amiga da minha calma
E cedi,
Nessa corda de esforço e arrasto
Fui mais fraco e depressa tropecei
E soltei
Não bastou ter orgulho e honra de estado
Engasguei em esforço cada sapo
Não venci
Todas as flores eram rosas sem rasto
Sem perfume sem denuncia de espinhos
E piquei
Fui julgado na valeta, na penumbra
e jamais serei achado.
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